O turismo de luxo no Brasil fechou 2025 com faturamento de R$ 3,34 bilhões nas hospedagens de alto padrão, um crescimento de 0,8% frente a 2024. Os números vêm do Anuário BLTA 2026, elaborado pela Brazilian Luxury Travel Association em parceria com o Centro Universitário Senac, com base em respostas de 63 meios de hospedagem, incluindo hotéis, pousadas, lodges e resorts.
A diária média foi de R$ 3.109 e o total de hóspedes ficou próximo de 1 milhão, com taxa de ocupação de 50%. O mercado brasileiro respondeu por 70% dos hóspedes. Os estrangeiros somaram 30%, com destaque para europeus (13%), norte-americanos (9%) e latino-americanos (5%).
As oito operadoras associadas à BLTA registraram ticket médio diário de R$ 16.524 para brasileiros, alta de 6%, e R$ 21.216 para viajantes internacionais, alta de 4% no mesmo período.
Os destinos mais procurados pelas operadoras foram Rio de Janeiro (51%), Foz do Iguaçu (40%), Pantanal (24%), Maranhão (19%), litoral da Bahia (17%), Salvador (16%), São Paulo (14%), litoral do Ceará (14%) e Fernando de Noronha (10%).
O lazer foi o principal motivo de viagem, respondendo por 55% das hospedagens. Réveillon, Carnaval e casamentos foram os eventos mais citados como atrativos. As atividades mais buscadas foram bem-estar, spa e relaxamento, mencionados por 93% dos empreendimentos, seguidos de gastronomia de alto padrão (87%) e serviços personalizados (65%).
A BLTA determinou que todos os associados tenham certificação ESG até 2028. Hoje, 35,48% dos meios de hospedagem e 28,57% das operadoras já possuem a certificação ou estão em processo. Os associados apoiam 190 projetos socioambientais. Para o presidente do Conselho da BLTA, Roberto Klabin, os números positivos e o avanço da agenda ESG mostram que o setor está amadurecendo de forma integrada.
Fonte: CNN




