
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo, 30 de agosto de 2026, a suspensão de um comercial da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que fazia críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão é liminar e foi tomada a partir de uma ação de direito de resposta apresentada por Flávio contra Lula e a coligação Brasil Pronto Pra Mais.
O comercial suspenso se chamava "Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro" e tinha aparência de documento oficial. Na peça, Flávio era apresentado como "funcionário fantasma", acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha, de ter homenageado o líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro e de ter sido flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões no escândalo do Banco Master.
Na avaliação da ministra, o comercial ultrapassou os limites da crítica política permitida ao associar Flávio a organizações criminosas sem apresentar nenhum dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que sustentasse as alegações. Estela Aranha apontou ainda que a denúncia por lavagem de dinheiro e organização criminosa citada na peça chegou a ser apresentada, mas foi arquivada posteriormente, sem condenação. O vídeo, porém, transmitia a impressão de que Flávio ainda estava sendo denunciado pelos crimes.
A ministra deixou claro que a decisão não proíbe críticas políticas nem o uso de fatos passados da vida pública de candidatos. O problema, segundo ela, está na apresentação de informações falsas, imprecisas ou descontextualizadas. Com a liminar, Lula e a coligação estão proibidos de voltar a divulgar o vídeo. O processo ainda vai para manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral e depois será levado ao plenário do TSE.
Fonte: Poder360




