
O Tribunal Superior Eleitoral concluiu, na sexta-feira dia 4 de julho de 2026, mais uma etapa da preparação para as eleições de 2026. A ocasião foi marcada pela Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, que encerrou o procedimento de compilação dos programas eleitorais — ou seja, a reunião de todos os códigos e componentes necessários para criar as versões finais dos sistemas.
Na prática, a assinatura digital cria o que o TSE chama de "hash", uma espécie de impressão digital de cada programa. Esse código serve para confirmar, mais tarde, se o sistema usado na eleição é exatamente o mesmo que foi testado e aprovado, sem nenhuma alteração. Já a lacração, feita de forma física e digital, garante que ninguém mexa nos sistemas depois que o processo é concluído.
As mídias com os programas ficam armazenadas na sala-cofre do TSE. Depois, cópias são enviadas aos tribunais regionais eleitorais, que usam esse material oficial para preparar as urnas eletrônicas.
Todo o procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras, que têm a oportunidade de auditar e verificar a integridade dos sistemas. As entidades que desenvolveram sistemas próprios de verificação também têm seus programas compilados, assinados e adicionados à cópia física guardada na sala-cofre. Os resumos digitais são disponibilizados às entidades presentes e publicados na internet.
Entre os sistemas que passaram por esse processo estão os responsáveis pelo funcionamento da urna no dia da votação, pelo registro e transmissão dos Boletins de Urna, pela totalização dos resultados, pela segurança e criptografia das informações e pelo apoio às auditorias de integridade do voto. A relação completa está na Resolução TSE nº 23.673/2021.
Fonte: Poder360




