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Notícias/POLÍTICA13/08/2026· KF News

Trump manda retirar conteúdos sobre racismo e privilégio branco da formação de diplomatas americanos

Donald Trump ampliou a ofensiva do seu governo contra as políticas de diversidade, equidade e inclusão — os chamados DEI — e levou essa briga para dentro da diplomacia americana. O Departamento de Estado está eliminando diretrizes da era Biden e retirando da formação dos diplomatas conteúdos sobre privilégio branco, racismo sistêmico e pautas ligadas a programas DEI.

A mudança atinge diretamente o Serviço Exterior dos Estados Unidos, que é o grupo de profissionais responsáveis por representar Washington em embaixadas e consulados pelo mundo inteiro. O governo Trump argumenta que a formação e a promoção desses diplomatas devem ser definidas pelo mérito, pelo desempenho e pela capacidade de defender os interesses dos Estados Unidos.

A revisão começou formalmente em março de 2025, quando Trump assinou um memorando determinando que referências a diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade fossem retiradas dos critérios de promoção e estabilidade da carreira diplomática. O documento também proibiu que decisões de contratação, promoção e permanência no Serviço Exterior fossem baseadas em raça, cor, religião, sexo ou origem nacional.

Documentos da era Biden, obtidos pela Fox News, mostram que funcionários do Departamento de Estado eram orientados a considerar questões de igualdade racial, de gênero, deficiência e temas LGBTQI+ em seus contatos com representantes de outros países. Os documentos também traziam orientações sobre como agir diante de situações preconceituosas e incluíam o conceito de "allyship" — atuação ativa em apoio a grupos alvo de discriminação. Esses critérios deixaram de fazer parte das avaliações profissionais sob Trump.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que os diplomatas americanos têm a tarefa de defender os interesses nacionais no cenário mundial, contrapondo essa missão ao que classificou como adesão a "dogmas políticos woke". Desde janeiro de 2025, segundo levantamento da Reuters, as medidas do governo Trump já atingiram contratos governamentais, cargos ligados à diversidade, programas de treinamento e pesquisas sobre disparidades raciais na saúde. A União Americana pelas Liberdades Civis, a ACLU, contesta as mudanças e defende que esses programas são importantes para ampliar oportunidades e enfrentar barreiras históricas enfrentadas por mulheres, negros, pessoas com deficiência e outras populações sub-representadas.

Fonte: Jovem Pan