
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quarta-feira (2) a relação com o Brasil e avaliou que a América do Sul está deixando a esquerda para trás e caminhando para a direita. "Essa parte do nosso hemisfério está se mostrando muito diferente do que era. Todos estão indo para a direita", afirmou Trump. Ele disse que os países da região passaram a respeitar mais os Estados Unidos, ao contrário do que acontecia dois anos atrás.
As declarações foram feitas quando repórteres questionaram Trump, na Casa Branca, sobre a possibilidade de instalar bases militares americanas na América do Sul. Ele desviou o assunto e passou a falar sobre eleições no continente.
Trump citou a eleição de Abelardo de la Espriella, o "El Tigre", na Colômbia, dizendo que o apoiou mesmo ele não sendo favorito entre os 10 candidatos. Também falou em ter ajudado a eleger pessoas na Argentina, sem mencionar diretamente Javier Milei, a quem auxiliou em eleições congressuais de meio de mandato.
Sobre o Brasil, Trump limitou-se a dizer que existe um relacionamento positivo, sem citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o opositor Flávio Bolsonaro, do PL. Neste ano, Trump recebeu os dois no Salão Oval da Casa Branca. O governo Lula, preocupado com uma possível declaração de apoio de Trump a Flávio Bolsonaro, retomou o contato direto entre os presidentes para tentar contornar essa situação e evitar interferência eleitoral. O Planalto também busca afastar a influência de assessores americanos hostis a Lula, como o secretário de Estado Marco Rubio.
Nos últimos dias, Trump recebeu o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, com quem conversou sobre a relação comercial e a situação política. Os dois governos voltaram a negociar tarifas após a aplicação de sobretaxa de até 37,5% sobre exportações brasileiras, um mês depois de um telefonema entre Lula e Trump.
Fonte: Jovem Pan




