
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (19) que vai se reunir com o líder norte-coreano Kim Jong Un antes do final deste ano. A declaração foi feita enquanto Trump mostrava reformas em andamento na Casa Branca para repórteres. Questionado diretamente, ele respondeu: "Sim, vou me reunir com ele." Seria o primeiro encontro entre os dois desde que o republicano voltou ao poder. O Wall Street Journal informou que o encontro pode ocorrer durante a viagem de Trump à China, para a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, a Apec, em novembro.
Na mesma ocasião, Trump afirmou que a Coreia do Norte possui 57 armas nucleares "muito potentes", uma referência considerada rara e incomumente específica para um presidente americano. Ele comparou a situação com o Irã, dizendo que não pode permitir que Teerã adquira armas nucleares, e acrescentou: "Conheço Kim Jong Un muito bem, e ele ficará bem."
Trump também anunciou uma redução "substancial" nos exercícios militares conjuntos dos Estados Unidos com a Coreia do Sul, chamados de Ulchi Freedom Shield. Ele criticou os exercícios por serem "custosos" e por enviarem um sinal "inadequado e hostil" em relação à Coreia do Norte. O exército sul-coreano confirmou que as manobras terminarão em 21 de agosto, seis dias antes do previsto, por sugestão dos Estados Unidos. A segunda fase dos exercícios, que prepararia uma contraofensiva, teria sido eliminada pela ordem de Trump.
A irmã de Kim Jong Un, Kim Yo Jong, afirmou que não tinha conhecimento de nenhum contato entre os dois líderes, contradizendo Trump, que havia dito que Kim respondeu aos seus pedidos de diálogo. Mesmo assim, ela disse que Kim guarda "boas lembranças e uma boa impressão" de Trump e que a relação entre os dois permanece "excelente". Sobre a redução dos exercícios militares, Kim Yo Jong minimizou a mudança, dizendo que a considerava "completamente desinteressante" e que reduzir a escala não diminui a natureza "provocativa e agressiva" das manobras.
Fonte: Jovem Pan




