
Donald Trump assinou dois decretos na sexta-feira, dia 4 de julho de 2026, voltados para o setor pecuário dos Estados Unidos. O objetivo principal é conter os preços recordes da carne bovina nos supermercados americanos, reconstruir o rebanho nacional e aumentar a concorrência na indústria de processamento de carne.
O problema tem origem na queda do rebanho bovino do país, que chegou ao menor nível em 75 anos por causa de secas prolongadas e incêndios florestais. Com menos animais disponíveis, a carne ficou escassa e os preços dispararam para os patamares mais altos da história.
Um dos pontos centrais dos decretos é o combate a ataques de animais selvagens ao gado. O Departamento do Interior vai avaliar a retirada ou reclassificação do lobo-cinzento e do lobo-mexicano da lista de espécies ameaçadas de extinção. A medida busca facilitar as autorizações para o abate letal desses predadores e ampliar as indenizações pagas aos pecuaristas por animais mortos.
Na área de processamento, o governo anunciou aportes para descentralizar os frigoríficos, hoje concentrados em poucas grandes empresas. Foram destinados 500 milhões de dólares para o programa SPUR, focado em pequenos frigoríficos regionais, e mais 80 milhões de dólares para subsidiar inspeções e custos operacionais em estabelecimentos de menor porte.
Outra frente dos decretos é a transparência na rotulagem. O Departamento de Agricultura dos EUA vai revisar as regras para que a origem da carne fique mais clara nas embalagens. Hoje, o selo "produto dos EUA" é voluntário e só vale para animais nascidos, criados e abatidos em solo americano.
Na semana anterior à assinatura dos decretos, o governo Trump já havia ampliado temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina com tarifas reduzidas para tentar frear a inflação. A medida gerou resistência entre produtores locais, que alegavam que a entrada de carne estrangeira poderia desvalorizar o gado nacional e desestimular novos investimentos no setor.
Fonte: Poder360




