
Uma enorme avalanche de lama atingiu a fronteira entre o Nepal e a China na quarta-feira (26), causando uma tragédia de proporções devastadoras. O desastre foi atribuído ao colapso de uma geleira, que gerou uma enxurrada súbita capaz de soterrar casas inteiras, destruir pontes e arrastar veículos tanto no lado nepalês quanto na região autônoma chinesa do Tibete.
Neste domingo (30), a autoridade de gestão de emergências do Nepal divulgou que o número de mortos no país subiu para 781, com outros 2.502 desaparecidos. Na China, a mídia estatal informou 16 mortes e 546 desaparecidos. Somando os dois países, o saldo total é de 797 mortos e 3.048 pessoas desaparecidas.
As equipes de resgate trabalham em condições extremamente difíceis. A espessa camada de lama que cobre as áreas afetadas impede o avanço das buscas. Kawan Koirala, membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, relatou à AFP, visivelmente exausto após 18 horas de trabalho: "As pessoas querem recuperar os corpos de seus parentes, vivos ou mortos, mas não conseguimos encontrá-los. Elas só veem a lama."
A causa exata do colapso da geleira ainda não está completamente esclarecida. Simon Stiell, responsável pelo clima na ONU, afirmou em comunicado que o desastre é "um lembrete devastador de quão frágeis podem ser esses ambientes montanhosos" e ressaltou que o aquecimento global, provocado pela queima de carvão, petróleo e gás, torna tragédias como essa mais prováveis, frequentes e graves, afetando especialmente as comunidades mais vulneráveis.
Fonte: Jovem Pan




