
A ciência vem desenvolvendo técnicas de estimulação cerebral não invasiva para potencializar a reabilitação de crianças e adolescentes. Essas técnicas se chamam neuromodulação e já fazem parte da rotina de hospitais, universidades e centros especializados em vários países. O ponto central, segundo a matéria, é que elas não substituem nenhuma terapia tradicional — funcionam como ferramentas complementares, favorecendo a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de criar novas conexões e reorganizar seu funcionamento.
Entre as técnicas mais estudadas está a tDCS, que utiliza correntes elétricas de baixa intensidade para modular a atividade cerebral. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada na revista científica Brain Research reuniu os principais estudos feitos com crianças e adolescentes e apontou resultados promissores, especialmente na melhora da comunicação social, na redução de comportamentos repetitivos e na regulação comportamental em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.
Já a rTMS, que usa campos magnéticos para estimular regiões específicas do cérebro, tem alto nível de evidência científica para o tratamento da depressão resistente em adultos e apresenta resultados promissores em adolescentes. Estudos também investigam seu uso em ansiedade, transtornos do humor, dor crônica, lesões medulares e AVC.
Completam esse campo o neurofeedback, que treina o cérebro a regular sua própria atividade elétrica, e o biofeedback, voltado ao controle de respostas como respiração e frequência cardíaca. Marcela Oliveira, diretora da Clínica Follow Kids, reforça que cada tecnologia tem indicações específicas e que a avaliação individualizada do paciente deve sempre vir antes de qualquer equipamento.
Fonte: Jovem Pan




