
O Tribunal de Contas da União derrubou nesta quarta-feira (19/08/2026) a decisão cautelar que tinha suspendido o leilão de uma área no Porto de Santos. O leilão foi vencido pelo Consórcio Portolog, empresa que tem entre seus sócios o sogro e a mulher do ministro Bruno Dantas, que também faz parte do TCU.
A licitação foi promovida pela Autoridade Portuária de Santos para a construção de um condomínio logístico na região do Saboó, na margem direita do porto. O contrato tem duração de 20 anos e valor de R$ 1,06 bilhão.
O processo entrou na mira do TCU depois que congressistas do Novo e do PL pediram a suspensão. Eles questionavam a falta de análise da Antaq, possíveis problemas no plano de zoneamento do porto e a ligação do consórcio vencedor com a família de Dantas. Na semana anterior, o ministro Augusto Nardes tinha acatado o pedido e concedido a cautelar.
Na sessão plenária desta quarta, os ministros seguiram o voto do decano Walton Alencar, que contestou os argumentos dos congressistas e concluiu pela legalidade do leilão. Bruno Dantas se declarou impedido e não participou da votação.
Alencar destacou que a Antaq analisou o certame em 13 de agosto, um dia depois da cautelar de Nardes, e não encontrou irregularidades. O decano apontou também que o contrato já estava suspenso por uma decisão do TRF-3, o que tornava desnecessária a cautelar do TCU. Ao falar sobre a ligação do consórcio com Dantas, Alencar fez duras críticas à imprensa, afirmando que o colega foi vítima de "invectivas falsas da imprensa marrom" e de "um ardil brutal".
Fonte: Poder360




