
O Tribunal de Contas da União, o TCU, aprovou por unanimidade, na quarta-feira, dia 19 de agosto de 2026, o prosseguimento da concessão da Rota Agro Central. O projeto, chamado de Lote CN3, envolve 887,6 km de rodovias federais, divididos em quatro trechos das BRs 070, 174 e 364, nos estados de Mato Grosso e Rondônia.
O investimento total previsto é de R$ 5,995 bilhões ao longo de 30 anos. O governo tem como meta realizar o leilão no dia 10 de dezembro de 2026. Para isso, a ANTT, que é a Agência Nacional de Transportes Terrestres, precisa publicar o edital e incorporar os ajustes determinados pelo TCU. O cronograma foi apresentado pelo diretor-geral da agência, Guilherme Sampaio, em 6 de agosto.
Os quatro trechos do projeto conectam regiões produtoras de Mato Grosso até Vilhena, em Rondônia, onde a Rota Agro Central se une à Rota Agro Norte, que segue até Porto Velho. Juntos, os corredores ligam as áreas produtoras aos terminais portuários de Porto Velho e à hidrovia do rio Madeira.
A rota é fundamental para o escoamento de soja e milho produzidos em Mato Grosso com destino aos portos do Arco Norte, complexo de portos, hidrovias, ferrovias e rodovias no Norte e Nordeste do Brasil. Isso reduz distâncias e custos logísticos, evitando o caminho mais longo até os portos do Sul e Sudeste. Segundo dados do Ministério dos Transportes, a participação dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras de soja, milho e algodão subiu de 16% em 2012 para 36% em 2022, e o volume movimentado saltou de cerca de 10 milhões para mais de 50 milhões de toneladas no mesmo período.
O principal ponto analisado pelo TCU foi o impacto de futuras ferrovias, como a Ferrogrão, a Fico e a expansão da Rumo, sobre o tráfego na rota. Com a expectativa de que essas ferrovias retirem parte das cargas das rodovias, cerca de 154 km de terceiras faixas deixaram de ser obras obrigatórias e passarão a ser construídos somente se o volume de veículos atingir determinados patamares.
Fonte: Poder360




