Rádio Melodia Europa

Notícia

AGRONEGÓCIO

Notícias/AGRONEGÓCIO04/09/2026· KF News

Superoferta de suínos derruba preços e aumenta prejuízos dos produtores no Brasil

A suinocultura brasileira fechou agosto no vermelho. A grande quantidade de animais prontos para o abate pressionou os preços para baixo em praticamente todas as regiões produtoras do país, aumentando o prejuízo de quem cria porco.

Segundo o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, os frigoríficos aproveitaram o excesso de oferta para adotar uma postura mais conservadora nas compras. Em julho, o Brasil registrou o segundo maior volume mensal de abate de suínos da história, o que inundou o mercado de carne e pesou ainda mais sobre os preços de agosto.

No Centro-Sul, o preço médio do suíno vivo recuou 4,42%, caindo de R$ 5,00 para R$ 4,77 por quilo. A carcaça suína perdeu 2,91%, indo de R$ 7,73 para R$ 7,50 por quilo. O pernil no atacado caiu de R$ 9,60 para R$ 9,49, e a arroba em São Paulo recuou de R$ 97 para R$ 95.

No Sul do país, as baixas também foram generalizadas. No Rio Grande do Sul, o quilo no sistema de integração foi de R$ 5,05 para R$ 4,80. Em Santa Catarina, de R$ 4,95 para R$ 4,65. No Paraná, o mercado independente registrou queda de R$ 4,80 para R$ 4,60, e o integrado de R$ 5,40 para R$ 5,05.

No Centro-Oeste e em Minas Gerais, o cenário foi parecido. Em Campo Grande, o quilo vivo caiu de R$ 4,90 para R$ 4,70. Em Goiânia, de R$ 5,00 para R$ 4,90. No interior de Minas, de R$ 5,30 para R$ 5,00. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, de R$ 5,20 para R$ 5,00.

Nas exportações, o volume cresceu 2,4% na média diária em agosto, com 78,649 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 184,187 milhões em 15 dias úteis. Mas o preço médio por tonelada caiu 9,2%, reduzindo em 7% a receita diária. Com menos retorno financeiro nas vendas para fora, as exportações perderam força para compensar as perdas no mercado interno. O setor aguarda ajuste na oferta, recuperação do consumo e melhora nos preços internacionais para voltar ao equilíbrio.

Fonte: Portal Agroneg.