
O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais 3 poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, dentro da região conhecida como Margem Equatorial. A autorização foi assinada na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, e o anúncio foi feito publicamente na sexta-feira (4 de setembro).
Os três novos poços têm os nomes de Manga, PAD Morpho e Crotalus. Todos ficam no bloco FZA-M-59, o mesmo onde a Petrobras confirmou, em 17 de agosto, a descoberta de petróleo no Poço Morpho, localizado a 175 km da costa amapaense. Na época, a empresa informou que ainda não sabia o volume de petróleo nem se a área tinha condições para exploração comercial.
A perfuração dos novos poços faz parte da fase exploratória, usada para avaliar presença, volume, qualidade e viabilidade econômica do reservatório. Caso a Petrobras conclua que a produção é viável, precisará pedir uma nova licença ao Ibama para avançar para a etapa comercial.
O Ibama também estabeleceu uma série de condicionantes: controle de poluição, monitoramento ambiental, comunicação com a população local e prevenção de espécies exóticas. A empresa está proibida de descartar cascalhos de perfuração no mar em áreas com reservatórios rasos onde haja petróleo confirmado, e também não pode operar mais de uma unidade de perfuração ao mesmo tempo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), celebrou a autorização. Em declaração, ele disse que a medida é "um passo importante para conhecermos a dimensão do potencial energético da nossa região" e que renova a esperança de "um novo ciclo de oportunidades para o povo amapaense e para o Brasil". Alcolumbre também mencionou uma visita que fez a um navio-sonda da Petrobras ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da estatal, Magda Chambriard.
A Petrobras e o governo federal enxergam a Margem Equatorial como uma possível nova fronteira para a produção de petróleo no Brasil, especialmente como alternativa ao pré-sal, que hoje responde por cerca de 80% da produção nacional, mas deve entrar em declínio a partir de 2034. Sem novas reservas, estimativas da própria Petrobras indicam que o país pode precisar importar petróleo a partir de 2040. O governo federal calcula que a Margem Equatorial tem potencial de pelo menos 41 bilhões de barris de petróleo.
Fonte: Poder360




