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Notícias/NEWS19/08/2026· KF News

Super El Niño 2026 pode ser o mais intenso da história e já dá sinais no Brasil

O Brasil se prepara para conviver com um dos episódios de El Niño mais intensos desde que os registros modernos começaram, em 1950. Segundo a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, há mais de 90% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte até o início de 2027 — e quase 70% de chance de que ele entre para a lista dos mais fortes já monitorados, superando eventos históricos como os de 1982/1983 e 2015/2016.

A configuração oficial do El Niño 2026 foi confirmada em junho. O modelo europeu ECMWF projeta um pico de anomalia térmica acima de 3°C entre setembro e dezembro — patamar que colocaria o fenômeno na categoria chamada de Super El Niño.

Os primeiros sinais já aparecem no Brasil. O boletim do Instituto ClimaInfo, que reúne dados do Inpe, Inmet e ANA, aponta que as chuvas intensas no Rio Grande do Sul — que afetaram mais de 84 mil pessoas em 171 municípios na última semana de julho — já seguem o padrão esperado para o início do fenômeno. O pesquisador do Inpe Gilvan Sampaio alerta que o pico deve ocorrer em dezembro, mas os efeitos devem perdurar com intensidade forte ou muito forte no primeiro semestre de 2027.

O padrão esperado para os próximos meses inclui mais chuva concentrada no Sul, estiagem prolongada no Norte e no Nordeste, temperaturas acima da média em todo o país e maior risco de incêndios florestais na Amazônia e no Cerrado. O impacto econômico também preocupa: entre 2022 e 2024, eventos climáticos extremos causaram R$ 184 bilhões em prejuízos ao Brasil, segundo levantamento da CNseg com a EY — e apenas 9% estavam cobertos por seguros.

Um exemplo recente do tipo de destruição que eventos extremos podem causar aconteceu no Rio de Janeiro em 29 de julho: rajadas de vento de até 105 km/h mataram duas pessoas, causaram apagão em bairros da capital e da Baixada Fluminense, paralisaram trens, metrô e chegaram a suspender pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont.

Fonte: Jovem Pan