
O Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, os resultados da Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito, mostrando que as instituições financeiras ficaram mais rígidas na liberação de crédito no segundo trimestre de 2026. Isso aconteceu nos quatro segmentos analisados — grandes empresas, micro, pequenas e médias empresas, crédito para consumo e crédito habitacional — com exceção do habitacional, que permaneceu estável.
A inadimplência foi o fator que mais pesou para restringir o crédito. Para as grandes empresas, o índice ficou em -0,71 no segundo trimestre, levemente melhor que os -0,73 do primeiro. Para o terceiro trimestre, a projeção é de -0,62. Entre as micro, pequenas e médias empresas, o índice melhorou de -0,68 para -0,46, mas deve voltar a pressionar no próximo trimestre, com projeção de -0,54.
No crédito para consumo, a inadimplência piorou: saiu de -0,47 no primeiro trimestre para -0,56 no segundo. Para o terceiro trimestre, os bancos projetam melhora, com índice de -0,13. A menor tolerância ao risco e o custo de captação de recursos também pressionaram a oferta nesse segmento. As taxas de juros tiveram efeito negativo sobre a demanda, com índice de -0,25 no segundo trimestre.
No crédito habitacional, o cenário foi mais positivo. A disponibilidade de recursos teve índice de 0,29, revertendo o -0,14 do trimestre anterior. A inadimplência também pesou menos, saindo de -0,57 para -0,14. A demanda por financiamento habitacional cresceu, com as taxas de juros registrando índice de 0,57 e o nível de emprego e condições salariais chegando a 0,43.
A pesquisa usou uma escala que vai de -2, para maior restrição, até 2, para maior flexibilidade. Ela foi realizada entre 13 e 31 de julho e ouviu 70 instituições financeiras: 21 no segmento de grandes empresas, 26 em micro, pequenas e médias empresas, 16 em crédito para consumo e 7 em crédito habitacional. O Banco Central ressalta que os resultados representam a avaliação das instituições participantes, e não a posição da própria autoridade monetária.
Fonte: Poder360




