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Notícias/AGRONEGÓCIO20/08/2026· KF News

Soja sobe pelo quarto dia seguido em Chicago e preços avançam nas regiões produtoras do Brasil

A soja está em alta nos mercados internacionais e os reflexos já aparecem nas principais regiões produtoras do Brasil. Em Chicago, na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros sobem pelo quarto pregão consecutivo. Na manhã desta quinta-feira (20), por volta das 7h50, o contrato com vencimento em novembro estava sendo negociado próximo de US$ 12,41 por bushel, enquanto o de março de 2027 alcançava US$ 12,60 por bushel.

Na quarta-feira (19), o contrato de novembro já havia fechado a US$ 12,37 por bushel, com alta de 1,68%, e o de janeiro encerrou em US$ 12,51, avanço de 1,60%. O farelo de soja fechou a US$ 325,60 por tonelada, com alta de US$ 6,80, e o óleo de soja avançou para 69,96 centavos de dólar por libra-peso.

O principal fator por trás da alta é o clima nos Estados Unidos. Chuvas intensas no Corn Belt aumentaram as dúvidas sobre o potencial produtivo das lavouras americanas. Os resultados preliminares do Pro Farmer Crop Tour mostraram contagem de vagens abaixo do ano anterior em estados como Illinois e Iowa. Em Illinois, a média ficou 3,3% abaixo do levantamento de 2025, embora ainda acima da média dos três anos anteriores.

Além do clima, a demanda da China pela soja americana e um dólar mais fraco frente a outras moedas também ajudam a sustentar os preços em Chicago.

No Brasil, a valorização internacional chegou às principais praças, mas os negócios seguem em ritmo lento. No Rio Grande do Sul, Ijuí registrou R$ 143,00 por saca, Cruz Alta e Santa Rosa marcaram R$ 146,00, e o Porto de Rio Grande chegou a R$ 153,00. No Paraná, Cascavel ficou em R$ 141,00, Maringá em R$ 143,00, Ponta Grossa em R$ 145,00 e Paranaguá em R$ 152,50. O indicador Cepea/Esalq Paranaguá acumula valorização de 4,65% em agosto.

Em Mato Grosso, Rondonópolis marcou R$ 141,50, e Campo Verde e Primavera do Leste ficaram em R$ 140,50. Em Santa Catarina, São Francisco do Sul estava em R$ 153,00 por saca, enquanto Palma Sola e Rio do Sul registravam em torno de R$ 130,00, uma diferença de cerca de R$ 19 por saca. A logística continua sendo o principal fator que explica essas diferenças entre o interior e os portos.

Fonte: Portal Agroneg.