
Acordar com o rosto muito inchado pode parecer coisa de quem dormiu mal, mas o nefrologista Lúcio Maurício Isoni, do Hospital Santa Lúcia, explica que esse sintoma pode ser sinal de doenças sérias nos rins, como a síndrome nefrítica.
Segundo o médico, os rins têm a função de retirar o excesso de água e equilibrar os líquidos do corpo. Quando essa função fica comprometida, o rosto tende a ser um dos primeiros lugares a denunciar o problema.
O inchaço de origem renal tem uma característica que ajuda a identificá-lo: ele é mole, chamado de edema cacifo. Quando se aperta o dedo contra a pele, forma-se uma depressão funda em forma de pilão, que demora para sumir depois que o dedo é retirado.
Entre as principais doenças ligadas a esse tipo de inchaço estão a síndrome nefrótica, marcada pelo acúmulo de proteína na urina, e a síndrome nefrítica, que prejudica a capacidade de filtragem dos rins e aumenta a retenção de sal e água no organismo.
O nefrologista também destaca que o inchaço é o sintoma inicial das chamadas doenças glomerulares, que afetam os glomérulos, estruturas responsáveis por fazer a limpeza do sangue dentro dos rins. As causas incluem infecções bacterianas e virais, como hepatites B e C e HIV, além de doenças autoimunes como lúpus, vasculites e nefropatia por IgA.
Além do rosto — onde o inchaço costuma se concentrar na região dos olhos — pernas, pés e tornozelos também podem indicar problemas renais. Em casos de doença renal crônica, o inchaço aparece em fases mais avançadas, quando os rins já têm dificuldade para eliminar toxinas. O médico reforça que identificar a causa nos primeiros sinais é fundamental para evitar que o quadro evolua sem tratamento.
Fonte: Metropoles




