
O Ministério da Agricultura e Pecuária mudou o status do Rio Grande do Norte em relação ao cancro cítrico. Pela Portaria SDA/Mapa nº 1.680, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2), o estado saiu do regime de erradicação e passou a integrar o Sistema de Mitigação de Risco. O governo federal reconheceu que eliminar todos os focos da doença no estado não é mais epidemiologicamente viável. O cancro cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri subsp. citri e ataca laranjas, limões e tangerinas, causando lesões nos frutos e folhas, queda precoce das frutas e perda de produtividade. A doença se espalha principalmente por respingos de chuva com vento, mudas contaminadas e ferramentas mal higienizadas. Com a mudança, os citricultores potiguares precisam cumprir uma série de exigências: cadastrar as propriedades rurais, realizar inspeções periódicas nos pomares, higienizar máquinas, veículos e equipamentos e obter certificação fitossanitária para comercializar frutas fora do estado. Os frutos destinados a outros mercados não podem apresentar sintomas da doença e devem ser transportados em veículos fechados ou cobertos. Na direção contrária, seis municípios de Rondônia — Cabixi, Chupinguaia, Corumbiara, Jaru, Rolim de Moura e Seringueiras — foram reconhecidos como áreas sob erradicação pela Portaria SDA/Mapa nº 1.678, também publicada nesta quarta-feira. Outros quatro municípios rondonienses — Cerejeiras, Costa Marques, Pimenteiras do Oeste e São Francisco do Guaporé — já estavam no Sistema de Mitigação de Risco desde agosto. As demais regiões de Rondônia permanecem classificadas como áreas sem ocorrência da doença.
Fonte: Portal Agroneg.




