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Notícias/POLÍTICA04/09/2026· KF News

Renan Santos diz que Cury tem cotas em empresa que tentou comprar o Banco Master de forma fraudulenta

O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira apontando ligações do candidato Augusto Cury, do Avante, com o escândalo do Banco Master. Na gravação, Renan afirma que Cury tem cotas na Fictor, empresa que teria tentado comprar o Banco Master de maneira fraudulenta.

De acordo com a reportagem, em 2025 Cury investiu R$ 31,5 milhões em uma Sociedade em Conta de Participação gerida pela Fictor Invest, com o objetivo de financiar operações de compra e venda de grãos, sob promessa de ser um negócio de baixo risco. A Fictor é uma holding de investimentos que atua nos setores de indústria alimentícia, infraestrutura e serviços financeiros.

A empresa tentou uma operação bilionária para adquirir o Banco Master, mas o negócio fracassou após o Banco Central decretar a liquidação do banco. A crise gerou corrida de saques entre investidores da Fictor. Em fevereiro de 2026, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial, declarando uma dívida de R$ 4,2 bilhões. Com a anulação judicial dos contratos, o valor investido por Cury foi convertido em crédito comum, fazendo com que ele se tornasse um dos maiores credores pessoa física do processo.

Renan Santos também citou a possível contratação, por parte de Cury, de quatro perfis de entretenimento investigados no Caso Master: Alfinetei, Alfinetada, Babadeira e Diferentona. Segundo informação publicada pela revista Veja, os perfis registraram ao menos 17 publicações em apoio ao candidato do Avante, gerando cerca de 3,7 milhões de interações. O período coincide com a ascensão de Cury na pesquisa Nexus/BTG, em que suas intenções de voto subiram de 2% para 11%.

Se for comprovada a contratação irregular dos influenciadores ou a manipulação artificial de métricas, Cury pode ser punido com multas e até a cassação de seu registro de candidato, práticas proibidas pela legislação eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral. Até o momento, Cury não figura como investigado por atos ilícitos na operação Compliance Zero. O Poder360 procurou a assessoria do candidato e do grupo Fictor, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

Fonte: Poder360