
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, falou nesta terça-feira (1º) sobre o recuo do ministro do STF Dias Toffoli, que suspendeu e depois restabeleceu sua campanha eleitoral. A suspensão havia sido decretada no domingo (30) e publicada na segunda (31). O motivo: Renan e o candidato a vice, Aroldo Medina, não tinham registrado corretamente os endereços de redes sociais, blogs e aplicativos usados na campanha dentro do prazo exigido pela lei eleitoral.
Com a suspensão, Renan estava impedido de fazer campanha na internet, de receber dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o FEFC, e de participar de debates. Ao reverter a decisão, Toffoli autorizou a propaganda digital somente nos perfis já regularizados no sistema DIVULGACANDCONTAS, com multa de R$ 10 mil por hora e por perfil caso a regra seja descumprida.
Renan disse que não esperava o recuo viesse tão rápido e relacionou a mudança ao vazamento de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro. "Diante de uma guerra nuclear no Supremo com Moraes, ele quis sair de foco. Toffoli saiu minúsculo disso", afirmou o candidato. Ele também disse que o ministro voltou atrás porque não conseguiu sustentar a decisão diante da reação da sociedade, de rivais políticos e de outros ministros.
Em um ato realizado no MASP, na Avenida Paulista, Renan associou Vorcaro ao que chamou de "crime organizado" junto a Moraes e Toffoli. O evento foi marcado por gritos de "fora Toffoli" dos presentes.
Fonte: Jovem Pan




