
Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, participou nesta terça-feira, dia 18 de agosto, do evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, em Brasília. Durante o encontro, ele defendeu o fim da Justiça do Trabalho e afirmou que a Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, "já era".
Renan também foi duro na crítica à PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, chamando a proposta de "maluquice". Nas palavras dele: "O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso. E precisamos acabar com a Justiça do Trabalho."
No lugar do modelo atual, o presidenciável propôs a criação de um regime de contratação baseado em horas trabalhadas. Ele argumentou que a maior parte dos trabalhadores já atua pelo regime MEI e que um novo modelo por hora seria o mais adequado. "Que tal agora a gente criar um regime definitivo, pela hora de trabalho? É o que o meu governo vai criar. Um regime que remunera pela hora de trabalho", afirmou.
A CLT, atualmente, estabelece limite máximo de 8 horas diárias e 44 horas semanais, com total mensal padrão de cerca de 220 horas. Horas além desse limite devem ser pagas como extras pelas empresas.
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, divulgada em junho deste ano, mostrou que um terço dos trabalhadores que buscaram emprego recentemente prefere o modelo CLT. Entre jovens de 25 a 34 anos, essa preferência sobe para 41,4%. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 38,1% também escolhem o emprego formal com carteira assinada.
Na semana passada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, havia intensificado a articulação para tentar aprovar a PEC do fim da escala 6×1 antes das eleições de outubro, tornando o tema uma das prioridades da pauta do Senado.
Fonte: Metropoles




