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Notícias/POLÍTICA01/09/2026· KF News

Relatório da CPMI do INSS pedia investigação do escritório da mulher de Alexandre de Moraes por contrato com Daniel Vorcaro

O relatório final da CPMI do INSS recomendava que o contrato de honorários advocatícios firmado pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, fosse investigado. O documento pedia que o Senado Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal examinassem esse contrato para verificar a natureza e a justificativa dos serviços contratados e dos pagamentos feitos ao escritório.

A recomendação aparecia no capítulo do relatório que tratava das relações entre o Banco Master e autoridades públicas, dentro das conclusões da CPMI sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. O relatório foi elaborado pelo deputado federal Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, mas foi derrubado por aliados do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de março, com 19 votos contra e 12 a favor.

Em paralelo, o ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a retirada do sigilo de uma ação relacionada à investigação sobre Daniel Vorcaro e às mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada na PET 16.662, aberta depois que a Polícia Federal apresentou novas informações sobre uma suposta rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro na operação Compliance Zero.

No despacho, Mendonça não cita Moraes pelo nome, registrando apenas que relatórios anteriores da PF reproduziram diálogos encontrados no celular de Vorcaro com uma pessoa "até então, não identificada". Uma reportagem dos jornalistas Felipe de Paula, Fausto Macedo e Aguirre Talento, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada na mesma terça-feira, identificou Moraes como esse interlocutor. Segundo a PF, as mensagens indicam que Vorcaro teve conhecimento antecipado da investigação que resultou em decisão da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, além de acesso prévio a informações sobre apurações no Banco Central que poderiam prejudicá-lo.

Fonte: Poder360