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Notícias/NEWS06/09/2026· KF News

Reforma tributária pode encarecer passagens aéreas em até 16,1%, aponta estudo da Alta

Um estudo da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo, conhecida como Alta, aponta que a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços e do Imposto sobre Bens e Serviços, criados pela reforma tributária, deve encarecer as passagens aéreas domésticas em 16,1% e as internacionais em 13,3%. O cálculo considerou a alíquota-padrão estimada de 26,5% para o setor aéreo.

A reforma tributária foi promulgada em dezembro de 2023, depois de décadas de discussão no Congresso Nacional. A partir de 1º de janeiro, entram em vigor a CBS e o IS, enquanto PIS e Cofins deixam de existir. O IBS começa sua transição em 2027 e substitui gradualmente o ICMS e o ISS entre 2029 e 2032, com o novo modelo totalmente em vigor em 2033.

Segundo a Alta, o encarecimento das passagens pode reduzir a demanda em 21,1% nos voos domésticos e em 17,8% nos internacionais. Isso pode forçar as companhias aéreas a cortar capacidade e desacelerar a expansão das rotas. A associação também destaca que as aéreas brasileiras acumularam R$ 55 bilhões em prejuízos líquidos entre 2015 e o 3º trimestre de 2025.

No turismo, o impacto também seria sentido. Sem a nova tributação, o emprego ligado ao setor poderia crescer de 8,3 milhões em 2026 para 9,8 milhões em 2036. Com os impostos, chegaria a cerca de 9,44 milhões. A Alta ainda alerta que a redução da conectividade aérea pode afetar o transporte de cargas de alto valor, já que quase metade da carga aérea internacional viaja no porão dos aviões de passageiros.

Fonte: Poder360