
A receita fiscal da China registrou um crescimento de 11,7% em julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado marca o avanço mensal mais rápido desde o final de 2024, de acordo com dados divulgados pelo Ministério das Finanças do país.
O principal orçamento público chinês, conhecido como GPB, foi o motor desse crescimento. A arrecadação de impostos dentro desse orçamento avançou 13,9%. O imposto de selo sobre a negociação de títulos na bolsa de valores foi o destaque, com alta de impressionantes 108,6%, resultado do bom desempenho do mercado de ações. Os impostos sobre a renda de empresas e de pessoas físicas também tiveram altas expressivas: 20,8% e 25,9%, respectivamente.
Apesar da arrecadação em alta, os gastos do governo seguiram travados. As despesas do GPB subiram apenas 0,5% em julho. Nos primeiros sete meses do ano, os gastos chegaram a 54,3% do orçamento anual previsto, o que representa o segundo menor índice de execução para esse período nos últimos cinco anos, segundo cálculos da Caixin.
A crise no mercado imobiliário continua sendo um peso para as finanças dos governos locais. A receita vinda da venda de terrenos estatais, que é uma fonte importante de recursos para os municípios chineses fora do GPB, caiu 27,1% em julho.
Fonte: Poder360




