
Um grande projeto de pesquisa foi lançado nesta quinta-feira (20) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, com foco no melhoramento genético do gado Purunã. Com duração de quatro anos e investimento de R$ 4,45 milhões do Fundo Paraná, a iniciativa tem como meta produzir 4,5 mil embriões bovinos em laboratório ao longo de três anos.
O projeto é conduzido pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em parceria com o IDR-Paraná e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dois laboratórios especializados em produção in vitro de embriões vão ser montados: um no campus da UENP em Bandeirantes, no Norte do Paraná, e outro no campus da UFPR em Palotina, no Oeste do estado.
A técnica de produção in vitro consiste em retirar células reprodutivas de animais selecionados, realizar a fecundação em ambiente controlado e transferir os embriões para fêmeas receptoras. Combinada com a seleção genômica, a estratégia permite identificar com mais precisão os animais com melhor desempenho produtivo e resistência a carrapatos, acelerando o melhoramento do rebanho.
Segundo o professor Bruno Galindo, da UENP, a combinação dessas duas tecnologias pode reduzir o intervalo entre gerações e aumentar a precisão na escolha dos animais superiores. Já o zootecnista do IDR-Paraná José Luis Moletta destaca que a produção in vitro será estratégica para multiplicar e disseminar a genética superior do Purunã.
Os embriões produzidos serão enviados a fazendas parceiras, que vão acompanhar o desenvolvimento dos animais e compartilhar os dados com os pesquisadores. O projeto também conta com a colaboração da Universidade de Guelph, no Canadá, e da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos. Produtores de leite também poderão participar da iniciativa. O Purunã é uma raça desenvolvida pelo IDR-Paraná ao longo de mais de três décadas, formada pelo cruzamento de Canchim, Charolês, Aberdeen Angus e Caracu.
Fonte: Portal Agroneg.




