
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, mudou o tom e admitiu publicamente que as novas sanções dos Estados Unidos estão prejudicando a economia do seu país. A reviravolta chamou atenção porque, alguns dias antes, ele tinha afirmado o oposto — que as medidas não atingiriam o Irã.
Em entrevista à televisão estatal na 6ª feira (28/08/2026), Pezeshkian foi enfático: "Alguns dizem que as sanções não têm efeito algum. Francamente, não sei o que dizer a essas pessoas. Estamos em estado de guerra e devemos aceitar as condições de guerra."
Também na 6ª feira, o governo iraniano reagiu às sanções chamando-as de "terrorismo de Estado" e "crime contra a humanidade", e pediu que outros países não as adotassem.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, proibiu atos populares que possam prejudicar a "coesão social" do país — uma medida que, segundo a matéria, reflete a preocupação de que a crise econômica possa desencadear protestos internos.
As sanções foram lançadas na 2ª feira (24/08) pelo Departamento do Tesouro dos EUA dentro da operação chamada "Exilados Econômicos", também apelidada de "Dia D econômico". A ação atingiu quase 60 pessoas, empresas e embarcações ligadas aos setores de petróleo, mísseis, tecnologia nuclear, ciberatividade e transporte, além de redes usadas para driblar restrições norte-americanas.
O governo de Donald Trump, do Partido Republicano, foi além e avisou outros países: quem mantiver laços comerciais com o Irã também poderá enfrentar sanções.
Fonte: Poder360




