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Notícias/AGRONEGÓCIO04/09/2026· KF News

Preço do milho resiste no Brasil e futuros avançam em Chicago com guerra e clima no radar

O mercado do milho segue firme nas principais regiões produtoras do Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul. A postura mais seletiva dos produtores, as compras pontuais das indústrias e a demanda do setor de bioenergia ajudam a sustentar os preços, mesmo com o ritmo de comercialização moderado e o avanço do plantio da safra 2026/27.

No Rio Grande do Sul, o milho é negociado entre R$ 59 e R$ 70 por saca, dependendo da região e das condições de pagamento. Segundo a Emater, o preço médio estadual subiu 1,43% na semana, chegando a R$ 61,09 por saca. A área plantada para a safra 2026/27 está estimada em 896,4 mil hectares, crescimento de 7,42% em relação ao ciclo anterior, com produção projetada em 6,91 milhões de toneladas.

Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca e compradores oferecem em torno de R$ 55. O estado consome aproximadamente 8,5 milhões de toneladas de milho por ano, impulsionado pelas cadeias de aves e suínos, mas produziu apenas 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26, mantendo um déficit próximo de 6 milhões de toneladas e dependência de milho de outras regiões e do Paraguai.

No Paraná, as compras giram em torno de R$ 60 por saca. A colheita da segunda safra chegou a 89% da área, e o plantio da primeira safra 2026/27 alcançou 18% dos 373 mil hectares projetados, segundo o Deral. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54 e R$ 57 por saca, com suporte da demanda das indústrias de bioenergia.

Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho subiram nesta sexta-feira (4). Por volta das 8h56, o contrato de dezembro de 2026 estava a US$ 5,42 por bushel, com alta de 1,75 ponto. Março de 2027 avançava para US$ 5,57 e julho de 2027 para US$ 5,67 por bushel. A guerra entre Rússia e Ucrânia e o calor no Meio-Oeste dos Estados Unidos são os principais fatores de atenção. Na quinta-feira (3), o presidente russo Vladimir Putin sinalizou um possível caminho para solução do conflito, e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também indicou nova dinâmica nas negociações, mas os investidores seguem cautelosos.

Fonte: Portal Agroneg.