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Notícias/AGRONEGÓCIO01/09/2026· KF News

Preço do milho cai em Chicago mas segue firme no Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul

Setembro começou com o mercado de milho mostrando comportamentos bem distintos dentro e fora do Brasil. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros recuaram levemente nesta terça-feira (1º). Por volta das 9h41 no horário de Brasília, o contrato para setembro de 2026 era negociado a US$ 5,12 por bushel, com queda de 2,50 pontos. O vencimento dezembro de 2026 recuava para US$ 5,36, enquanto março de 2027 era cotado a US$ 5,51 e maio de 2027 a US$ 5,57 por bushel.

Dois fatores pressionaram as cotações lá fora. O USDA informou que 57% das lavouras de milho dos Estados Unidos permanecem classificadas entre boas e excelentes, o mesmo percentual da semana anterior, o que reduz o medo de perdas na produção. Além disso, 13% do milho americano já atingiu a maturação, mais que o dobro dos 6% registrados uma semana antes, indicando avanço da safra para as etapas finais.

Outro peso veio da EPA, agência ambiental dos EUA, que liberou US$ 1,76 bilhão em créditos de energia renovável para 29 pequenas refinarias de petróleo. A medida tende a reduzir o volume de etanol misturado aos combustíveis, o que pode diminuir a demanda por milho, principal matéria-prima do etanol americano. Das 29 refinarias, 18 receberam isenções totais, 11 tiveram dispensas parciais de 50%, três pedidos foram rejeitados e dois considerados inelegíveis. A EPA informou que deve propor uma realocação dessas obrigações entre 2026 e 2027.

No Brasil, o cenário é diferente. Os preços se mantêm sustentados, especialmente no Sul e em Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, a saca de milho varia entre R$ 58 e R$ 65, com preço médio estadual de R$ 60,23, alta de 1,53% na semana. O plantio da safra 2026/27 avança de forma irregular, com excesso de umidade e chuvas atrapalhando as máquinas. A semeadura atingiu cerca de 20% em Ijuí, 47% em Santa Rosa e 12% em Soledade. Nas lavouras já plantadas, produtores registraram ocorrências de cigarrinhas e percevejos.

Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, enquanto compradores oferecem em torno de R$ 55. A diferença limita os negócios. O estado consome aproximadamente 8,5 milhões de toneladas de milho por ano, mas produziu apenas 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26, deixando um déficit próximo de 6 milhões de toneladas, suprido por outros estados e importações, principalmente do Paraguai.

No Paraná, a colheita da segunda safra avançou de 73% para 83% da área. A cotação média recebida pelos produtores fechou a última semana em R$ 56,79 por saca, com alta de 7,8% em relação a julho e de 11% frente a agosto de 2025. O plantio da primeira safra 2026/27 alcançou 6% da área projetada.

Em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 88% da área, ante 80% da semana anterior. Os preços variam entre R$ 50 e R$ 55 por saca, sustentados pelas compras das indústrias de bioenergia, que ampl

Fonte: Portal Agroneg.