
O mercado brasileiro de feijão encerra a semana com baixa liquidez, compras seletivas e produtores resistindo a negociar abaixo de valores que consideram satisfatórios. O início do mês animou um pouco a reposição por parte dos empacotadores, mas ainda sem representar uma retomada consistente da demanda. Segundo o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, os compradores voltaram, mas adquirem apenas o volume necessário para atender às necessidades imediatas.
Em Minas Gerais e Goiás, os produtores trabalham com preços entre R$ 280 e R$ 300 por saca, aumentando a resistência a propostas abaixo de R$ 300 quando o produto apresenta boa cor, peneira adequada, aspecto visual favorável e umidade dentro dos padrões comerciais.
Na Bolsa de Cereais de São Paulo, o feijão carioca intermediário é negociado a R$ 305 por saca CIF, o nota 9 alcança R$ 315 e o Extra 9,5 chega a R$ 325. Os vendedores pedem mais: intermediário até R$ 315, nota 9 até R$ 325 e Extra 9,5 até R$ 335 por saca. Essa diferença entre compradores e vendedores explica o baixo volume de negócios.
No interior de São Paulo, o carioca 9+ está em torno de R$ 325 FOB. No Triângulo Mineiro, o 9+ vai a R$ 298. No leste de Goiás, a R$ 291. Em Sorriso, no Mato Grosso, a menor referência entre as praças analisadas: R$ 263 por saca para o produto 9+.
O feijão preto apresenta comportamento mais defensivo. As cargas a granel são negociadas entre R$ 260 e R$ 265 CIF São Paulo. O importado da Argentina varia de R$ 270 a R$ 280. No Sul do Paraná, o preço de origem está em R$ 223; no Oeste de Santa Catarina, R$ 233; e no interior de São Paulo, R$ 241 por saca. A menor oferta doméstica sustenta os preços do preto. A tendência para as próximas semanas é de preços firmes, sem alta generalizada, com o mercado acompanhando o ritmo de reposição da indústria e o comportamento das importações argentinas.
Fonte: Portal Agroneg.




