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Notícias/AGRONEGÓCIO04/09/2026· KF News

Preço do boi gordo sobe em 5 regiões do Brasil e mercado espera arroba mais firme em setembro

O boi gordo encerrou agosto valorizado na maior parte das regiões pecuárias do Brasil, mesmo tendo perdido parte da força do início do mês. De acordo com a Safras & Mercado, os negócios começaram aquecidos, com maior disputa pelo gado terminado. Mas ao longo das semanas, a entrada de animais de confinamentos próprios das indústrias e de contratos de parceria ajudou a ampliar as escalas de abate, reduzindo a necessidade de compras urgentes no mercado físico e freando os avanços da arroba.

Das seis praças acompanhadas, cinco fecharam em alta entre o fim de julho e 31 de agosto. Os maiores avanços foram em Goiânia (GO) e Uberaba (MG), onde a arroba chegou a R$ 335, alta de 3,08% sobre os R$ 325 de julho. Em Dourados (MS), subiu 2,99%, para R$ 345. Em Vilhena (RO), avançou 2,46%, para R$ 333. Em Cuiabá (MT), subiu 1,54%, para R$ 330. São Paulo foi a única praça com queda: -1,43%, com arroba a R$ 345.

No mercado externo, as exportações perderam ritmo. O principal motivo foi o esgotamento da cota chinesa destinada ao Brasil em 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas. Além disso, o embargo da União Europeia — relacionado às exigências sobre uso de antimicrobianos na produção animal — cortou temporariamente o acesso a um mercado relevante, especialmente para cortes de maior valor agregado.

No atacado interno, o quarto dianteiro ficou estável a R$ 20 por quilo. Já o quarto traseiro recuou 1,89%, de R$ 26,50 para R$ 26 por quilo. A concorrência de frango e carne suína também limitou reajustes no mercado doméstico.

Para setembro, a Safras & Mercado projeta maior possibilidade de valorização do boi gordo, impulsionada pelas vendas de cortes dianteiros aos Estados Unidos, dentro de uma flexibilização temporária de tarifas aplicável a até 300 mil toneladas. Ainda assim, a entidade não espera uma disparada das cotações, já que o embargo europeu e outros fatores devem conter altas mais expressivas.

Fonte: Portal Agroneg.