
O mercado do boi gordo perdeu força nesta quarta-feira (26), com quedas nas cotações em São Paulo e nas principais regiões pecuárias de Mato Grosso. A pressão veio de dois lados: o escoamento lento da carne no atacado e no varejo, e o aumento da oferta de animais, especialmente em áreas afetadas pela seca.
Segundo o informativo "Tem Boi na Linha", da Scot Consultoria, os frigoríficos paulistas compraram apenas os lotes necessários para cumprir a programação imediata de abate, trabalhando com escalas de cerca de sete dias. Em São Paulo, a arroba do boi gordo caiu R$ 1,00 na comparação diária. O boi China, animal que atende às exigências do mercado chinês, recuou R$ 2,00 por arroba. A novilha registrou a maior desvalorização entre as fêmeas, com queda de R$ 3,00 por arroba. A cotação da vaca ficou estável.
Em Mato Grosso, a situação foi mais grave. A estiagem reduziu a capacidade das pastagens e fez pecuaristas anteciparem as vendas, aumentando a oferta de gado num momento de demanda fraca. No Norte e no Sudoeste do estado, o boi gordo caiu R$ 5,00 por arroba. Em Cuiabá e no Sudeste mato-grossense, a retração foi de R$ 3,00. Entre as fêmeas, a novilha recuou R$ 2,00 no Norte e em Cuiabá, e R$ 3,00 no Sudoeste. A vaca teve a maior queda em Cuiabá, onde perdeu R$ 5,00 por arroba.
Frigoríficos de pequeno e médio porte chegaram a pagar valores um pouco acima da referência em negócios pontuais para completar suas programações de abate, mas a Scot Consultoria destaca que isso não alterou a tendência geral de baixa. Para o mercado se recuperar, o setor depende de melhora na demanda por carne, redução da oferta de gado e maior necessidade de compra por parte das indústrias.
Fonte: Portal Agroneg.




