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Notícias/AGRONEGÓCIO03/09/2026· KF News

Preço do açúcar dispara nas bolsas e acumula alta de 1,46% nos primeiros pregões de setembro

O mercado de açúcar abriu setembro com valorização nas bolsas internacionais e no Brasil. Na quarta-feira (2), os contratos futuros avançaram tanto em Nova York quanto em Londres, sustentados pelas perspectivas de menor disponibilidade global da commodity na temporada 2026/27.

Em Nova York, na ICE Futures U.S., o contrato de outubro de 2026 subiu 0,34 ponto e fechou a 18,70 centavos de dólar por libra-peso. Março de 2027 avançou 0,31 ponto, para 19,64 centavos. Maio de 2027 ganhou 0,19 ponto, fechando a 18,92 centavos, e julho de 2027 subiu 0,12 ponto, para 18,40 centavos por libra-peso.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também registrou altas. O contrato de outubro de 2026 subiu US$ 5,20, encerrando a US$ 539,20 por tonelada. Dezembro de 2026 avançou US$ 3,50, para US$ 536,60, e março de 2027 ganhou US$ 2,90, fechando a US$ 538,80 por tonelada. Apenas os vencimentos mais distantes apresentaram pequenas perdas.

No Brasil, o Indicador do Açúcar Cristal Branco Cepea/Esalq para São Paulo foi negociado a R$ 115,41 por saca de 50 quilos na quarta-feira, com alta diária de 0,79%, equivalente a US$ 22,59 por saca. Em dois pregões, o indicador já acumulava valorização de 1,46% em setembro.

O etanol hidratado acompanhou o movimento. O Indicador Diário de Paulínia, em São Paulo, chegou a R$ 2.498,00 por metro cúbico, com alta de 0,26% no dia e 1,11% acumulado nos primeiros pregões do mês. A valorização pode influenciar as decisões das usinas sobre quanto de cana destinar à produção de açúcar ou de etanol.

Entre os fatores que sustentam os preços, a Organização Internacional do Açúcar projeta déficit próximo de 200 mil toneladas para a temporada 2026/27. O mercado também acompanha os possíveis efeitos do El Niño, que pode alterar chuvas e temperaturas nas principais regiões produtoras, afetando a produtividade das lavouras e a disponibilidade global da commodity. Nas próximas semanas, novos dados de produção e previsões climáticas devem continuar movimentando os preços.

Fonte: Portal Agroneg.