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Notícias/POLÍTICA18/08/2026· KF News

PGR propõe acordo a Otoni de Paula após deputado chamar Moraes de lixo e canalha

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, propôs um acordo de transação penal ao deputado federal Otoni de Paula, do PSD do Rio de Janeiro, depois que o parlamentar partiu para cima do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com uma série de ofensas pesadas. Otoni chamou Moraes de "lixo", "canalha", "vergonha", "esgoto" e "déspota" após ter seu sigilo quebrado pelo ministro. Por causa disso, o deputado passou a responder pelos crimes de difamação, injúria e coação no curso do processo.

Para encerrar o processo, Gonet sugeriu três condições: pagamento de R$ 50 mil, cumprimento de 150 horas de prestação de serviços à comunidade e participação no curso "Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado", com carga horária de 12 horas.

Em junho, o ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no STF, já havia extinguido o crime de difamação depois que Otoni se retratou publicamente, medida prevista em lei. Na proposta de acordo, Gonet também defendeu que o crime de coação fosse extinto. O fundamento foi a declaração do próprio deputado de que veria a queda de Moraes "de forma democrática e republicana", fala que o PGR classificou como uma "bravata dirigida ao auditório político do parlamentar". Com difamação e coação fora do caminho, restou apenas o crime de injúria, que tem menor potencial ofensivo e, segundo o entendimento de Gonet, permite a realização da transação penal. O gabinete do deputado foi procurado para comentar, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

Fonte: Poder360