
A Procuradoria-Geral da República entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal para que as investigações contra Lulinha, cujo nome verdadeiro é Fábio Luís Lula da Silva, deixem o STF e voltem para a primeira instância da Justiça. A manifestação foi encaminhada ao ministro André Mendonça, e o argumento da PGR é direto: não existe nenhum investigado com foro privilegiado no caso, então não há razão para o processo continuar no Supremo.
Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é empresário e enfrenta três inquéritos no STF, todos relacionados a suspeitas de tráfico de influência. Os casos chegaram ao Supremo porque Mendonça entendeu que as apurações tinham conexão com outras investigações já sob sua supervisão.
Os indícios contra ele vieram à tona durante a Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS.
Os três inquéritos tratam de situações distintas. O primeiro apura suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva ligados à autorização para comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde, envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". O segundo investiga se Lulinha, junto com o "Careca do INSS" e a empresária Roberta Luchsinger, tentou fechar contratos com o governo federal envolvendo a Dataprev. O terceiro inquérito, ainda em análise, investiga se ele usou o nome do presidente Lula para beneficiar empresas parceiras, o caso da 3Structure It.
A Polícia Federal enviou ao STF o pedido de abertura do terceiro inquérito, e o ministro Mendonça autorizou a investigação sobre o Ministério da Saúde em 30 de julho. A defesa de Lulinha afirma que ele tem sido vítima de perseguição pelo fato de ser filho do chefe do Executivo.
Fonte: Metropoles




