
A Polícia Federal reconstruiu como Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, se comunicava com um contato salvo no celular dele como "Alexandre de Moraes BRASILIA". A investigação foi detalhada em relatório cujo sigilo foi levantado nesta terça-feira, dia 1º, pelo ministro André Mendonça.
Os peritos usaram o software forense IPED, que significa Indexador e Processador de Evidências Digitais, para analisar os dados extraídos do celular do banqueiro. O aparelho foi apreendido quando Vorcaro foi preso, em 18 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto tentava deixar o país.
A PF identificou um padrão fixo de comunicação: Vorcaro escrevia ou editava textos no aplicativo de notas do iPhone, tirava um print da tela e, segundos depois, abria o WhatsApp e enviava uma mensagem ao número 556192664093, salvo na agenda como "Alexandre de Moraes BRASILIA".
Para provar a sequência, os investigadores cruzaram os horários de abertura e fechamento dos aplicativos, o momento exato dos prints e os registros internos do sistema operacional do celular. A perícia também achou arquivos temporários em PDF com o mesmo conteúdo das notas, gerados automaticamente pelo iPhone no mesmo segundo ou um segundo depois do print.
Em um dos casos analisados, Vorcaro fez o print às 16h32min31s. Cinco segundos depois fechou o bloco de notas e abriu o WhatsApp. Trinta e dois segundos após o print, a mensagem foi enviada. O relatório não registra nenhuma resposta do contato atribuído a Moraes. Entre as mensagens recuperadas diretamente no WhatsApp, uma enviada em 17 de novembro de 2025, véspera da prisão, mostra Vorcaro perguntando: "Alguma novidade? Conseguiu ter noticia ou bloquear?". A PF analisou ao todo 52 notas com esse padrão de comunicação.
Fonte: CNN




