
Relatórios de inteligência da Polícia Federal revelaram que o ministro do STF André Mendonça desconfiava do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, alegando que ele tinha uma "proximidade inadequada" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, Mendonça chegou a avaliar afastar Andrei do cargo. O relatório da PF defende Andrei, lembrando que o cargo de diretor-geral é de nomeação do presidente da República e que um afastamento por decisão judicial seria uma interferência excepcional.
Essas informações foram divulgadas junto a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (3 de setembro de 2026), na qual ele pede que Mendonça seja investigado no inquérito das fake news por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Moraes acusa Mendonça de ter conduzido de forma tendenciosa os inquéritos sobre as fraudes do INSS e do Banco Master, incluindo as investigações que apontam ligação entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o próprio Moraes.
A decisão também cita uma reunião do dia 28 de agosto em que Mendonça teria pedido uma investigação separada contra Antonio Rueda (União Brasil) com o objetivo de atingir o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O relatório da PF ainda aponta que Mendonça desconfiava do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua proximidade com o ministro Gilmar Mendes. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues se manifestem no prazo de 5 dias. O gabinete de André Mendonça não respondeu ao pedido de posicionamento até o fechamento da reportagem.
Fonte: Poder360




