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Notícias/POLÍTICA04/09/2026· KF News

PF afirma que Mendonça considerava Paulo Gonet "indigno" e planejava afastá-lo das investigações do Master e do INSS

Um relatório de inteligência da Polícia Federal afirma que o ministro do STF André Mendonça, relator dos inquéritos sobre o Banco Master e o INSS, tinha a estratégia de afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, das investigações. Segundo o documento, Mendonça considerava Gonet "indigno" por causa da proximidade dele com o ministro Gilmar Mendes. Gonet foi um dos sócios fundadores do IDP, instituição de ensino comandada pelo decano do STF.

De acordo com a PF, o plano de Mendonça era arrolar Gonet como testemunha, o que o tornaria inapto para conduzir as investigações na condição de procurador-geral. O relatório ainda afirma que, em reuniões com investigadores da PF durante os inquéritos, Mendonça disse que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mantinha proximidade indevida com o presidente Lula e não era de confiança. Em um último encontro com delegados, a PF afirma que Mendonça ameaçou afastar Andrei do cargo e fez a mesma imposição em relação a Gonet.

O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, que o usou para pedir ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que Mendonça seja investigado. Moraes afirmou que há indícios de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, alegando que Mendonça teria "direcionado" politicamente as investigações. O relatório chegou ao STF no dia 1º de setembro de 2026, o mesmo dia em que Mendonça tornou público um pedido para que o plenário investigasse o próprio Moraes. O gabinete de Mendonça foi procurado pelo Poder360, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

Fonte: Poder360