
A Polícia Federal instaurou, nesta terça-feira (18), um inquérito para investigar como o nome do senador Flávio Bolsonaro foi cadastrado irregularmente no Partido Missão. A investigação foi aberta por determinação do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
O problema veio à tona no dia 13, quando Flávio, candidato do PL à Presidência da República, tentou registrar sua candidatura e foi impedido porque o sistema mostrava que ele estava filiado ao Missão — partido que tem Renan Santos como candidato ao Planalto. Após a identificação da irregularidade, o ministro Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido da defesa de Flávio, restabeleceu sua filiação ao PL, excluiu o vínculo com o Missão e liberou o sistema Candex para o registro da candidatura.
O TSE esclareceu que não houve invasão ou hackeamento do sistema: a filiação foi feita por alguém que já possuía as credenciais do Partido Missão para realizar filiações. O próprio Partido Missão afirmou ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta e disse que tentou cancelar o cadastro, enviando e-mails ao gabinete do senador desde o dia 2 de agosto, sem obter resposta.
O partido elaborou um relatório detalhado sobre a fraude: a filiação usou o e-mail oficial de Flávio, registrou o endereço do parlamentar como "Rua dos Bandidos, bairro dos Milicianos" e informou um CPF falso com a sequência "1234". Em transmissão nas redes sociais, Flávio disse que os e-mails do Missão foram para a caixa de spam. A campanha do senador também informou que houve uma tentativa de filiá-lo ao PT, e o caso foi encaminhado ao TSE.
Fonte: CNN




