
O milho avançou na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (19), com contratos futuros registrando ganhos entre 2,25 e 2,50 pontos por volta das 9h44, horário de Brasília. O contrato de setembro de 2026 era negociado a US$ 4,65 por bushel, dezembro de 2026 a US$ 4,90, março de 2027 a US$ 5,06 e maio de 2027 a US$ 5,14. A alta veio depois que a Pro Farmer Crop Tour apontou queda na produtividade e nas espigas em Indiana e Nebraska. Em Indiana, a estimativa caiu para 183,5 bushels por acre, ante 193,8 do ano passado, com recuo de 1,5% nas espigas. No Nebraska, baixou de 179,5 para 163,6 bushels por acre, com queda de 5,2% nas espigas. O excesso de chuva em Indiana e alertas de enchentes em Illinois agravaram ainda mais o cenário, aumentando a incerteza sobre a safra americana.
No Brasil, os futuros na B3 iniciaram o pregão com leves quedas, oscilando entre R$ 71,35 e R$ 79,90 por saca. No Rio Grande do Sul, os preços variaram de R$ 58 a R$ 63, com a média estadual recuando 0,44% na semana, chegando a cerca de R$ 59. Em Santa Catarina e no Paraná, vendedores pediam aproximadamente R$ 60 por saca, enquanto compradores ofereciam em torno de R$ 55, dificultando os negócios. Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 48 e R$ 50, com a indústria de bioenergia ajudando a absorver parte da oferta. A colheita da segunda safra no Paraná atingiu 60% da área, abaixo dos 80% registrados no mesmo período de 2025 e da média histórica de 68,6%. Segundo a TF Agroeconômica, compradores priorizam reposição imediata enquanto produtores aguardam preços mais atrativos para ampliar as vendas.
Fonte: Portal Agroneg.




