
Apesar de Lula criticar publicamente a demora na votação da PEC do fim da escala 6×1, uma ala do PT vê vantagem na estratégia de só votar a proposta depois do primeiro turno das eleições — decisão tomada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá. Nos bastidores, petistas avaliam que, se a PEC for aprovada entre o primeiro e o segundo turno, Lula terá um argumento poderoso na fase decisiva da disputa contra Flávio Bolsonaro, do PL. O raciocínio é que, se a votação tivesse ocorrido na semana passada, a repercussão tenderia a diminuir até o primeiro turno e praticamente desaparecer no segundo. Mas se Alcolumbre realmente votar a PEC após o dia 4 de outubro, o tema volta com força faltando poucos dias para o segundo turno, o que pode favorecer Lula e colocar os bolsonaristas em apuros. A PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ do Senado, mas ainda não foi ao plenário. Na sexta-feira, dia 4 de julho, Lula criticou indiretamente Alcolumbre em entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte, no Ceará. "Passou só na comissão e não foi ao plenário. Não sei qual razão o presidente do Senado teve pra fazer isso. Ele disse aos senadores que, assim que terminar o primeiro turno das eleições, ele vai colocar em votação. Agora, estamos na expectativa de que ele coloque em votação", disse Lula.
Fonte: Metropoles




