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Notícias/SAÚDE20/08/2026· KF News

Pesquisa mostra que rolar o feed sem parar pode fazer mal à saúde e ao sono

Uma pesquisa da NordVPN, empresa fornecedora de rede privada virtual, ouviu mais de 20 mil pessoas em 20 países e revelou que os brasileiros passam, em média, 52 anos de vida conectados à internet. Levando em conta que a expectativa de vida no Brasil é de 76 anos, isso significa que dedicamos mais de 68% da nossa vida diante das telas. O hábito de rolar o feed sem perceber o tempo passando é um dos mais comuns hoje em dia. Segundo a psiquiatra Julia Khoury, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, as redes sociais ativam a liberação de dopamina — o hormônio do prazer —, criando um ciclo parecido com o de outras dependências. "As recompensas no celular são muito rápidas, muito imediatas. Você postou, já recebe uma curtida. Isso faz com que o cérebro fique ávido por dopamina", explicou a médica. Os efeitos do consumo excessivo incluem aumento da ansiedade e do estresse, dificuldade de concentração, prejuízo no sono, esgotamento mental, dores de cabeça e aumento do cortisol. Entre os sinais de alerta estão checar o celular logo ao acordar, perder a noção do tempo navegando de vídeo em vídeo e sentir que o sono e a produtividade estão sendo prejudicados. Para mudar esse hábito, as orientações são: estabelecer limites de tempo, usar o celular só quando houver um motivo real, concentrar-se no conteúdo que está assistindo, fazer outras atividades no tempo livre, passar períodos desconectado e, se necessário, buscar a ajuda de um psicólogo.

Fonte: Drauzio Varella