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Notícias/NEWS03/09/2026· KF News

Pesquisa Ipsos aponta pobreza e baixa qualidade da educação como principais obstáculos para jovens no Brasil

O estudo Education Monitor 2026, conduzido pela Ipsos, ouviu 23.537 adultos em 31 países entre 19 de junho e 3 de julho de 2026. O objetivo foi entender como as pessoas enxergam os desafios enfrentados pela juventude ao redor do mundo — e os dados do Brasil chamaram atenção.

Enquanto no mundo a saúde mental é apontada como o principal obstáculo dos jovens, no Brasil o cenário é diferente. Por aqui, a pobreza e a desigualdade lideram com folga: 43% dos brasileiros citaram esse fator, número que está 14 pontos percentuais acima da média dos países participantes. Em segundo lugar aparece a baixa qualidade da educação, mencionada por 33% dos entrevistados. A saúde mental vem logo em seguida, com 32%.

Rosi Rosendo, diretora de opinião pública da Ipsos, afirmou que os resultados mostram que falar do futuro dos jovens no Brasil exige considerar as desigualdades que condicionam o acesso à educação, à segurança e às oportunidades de trabalho. Ela também destacou que o país compartilha preocupações com outros países em relação à saúde mental e à preparação para o mercado.

Apesar das críticas ao sistema de ensino, o diploma universitário ainda é bastante valorizado no Brasil. Sete em cada dez brasileiros, ou seja, 70%, acreditam que a formação superior ajuda as pessoas a avançarem na carreira — acima da média global de 66%. Além disso, 61% consideram o ensino superior importante para alcançar o sucesso.

No entanto, esse valor dado à educação não se reflete em otimismo com a mobilidade social. Mais da metade dos brasileiros, 54%, acredita que jovens de origem mais pobre não têm chances reais de um futuro promissor. E 48% avaliam que os diplomas universitários oferecem boa relação entre custo e benefício, número abaixo da média global de 57%.

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