
O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, protocolou no Senado Federal pedidos formais de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. As denúncias se baseiam em suspeitas de relações financeiras entre os dois ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master.
No pedido contra Moraes, Renan menciona contratos do Banco Master com o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, no valor total de R$ 129 milhões. A denúncia cita ainda um segundo contrato de R$ 50 milhões, relacionado à participação de Viviane em aeronaves de propriedade de Vorcaro, com base em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O pedido também faz referência a mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas a um contato salvo no celular do banqueiro como "Alexandre de Moraes", levantando a suspeita de que o ministro teria fornecido informações privilegiadas sobre investigações. A denúncia menciona ainda que Vorcaro teria perguntado a Moraes se devia sair do país para evitar uma prisão. O escritório Barci de Moraes afirmou, conforme registrado no próprio documento, que o ministro jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master.
Já no pedido contra Toffoli, Renan aponta que fundos ligados a pessoas e empresas relacionadas a Vorcaro teriam destinado ao menos R$ 35 milhões ao resort Tayayá, no interior do Paraná, empreendimento no qual Toffoli teria mantido participação societária por meio da empresa Maridt Participações. O período das operações coincidiria com o tempo em que Toffoli era relator do inquérito sobre o Banco Master no STF. Toffoli deixou a relatoria do caso em fevereiro de 2026, e o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça. O próprio ministro declarou ter recebido dividendos da Maridt, mas negou ter recebido qualquer pagamento diretamente de Vorcaro.
Nos dois pedidos, Renan enquadra as condutas no artigo 39 da Lei nº 1.079/1950, que prevê crime de responsabilidade para quem "proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro" do cargo. Se as denúncias forem aceitas pelo Senado, Renan pede a perda dos cargos de ministro do STF e a inabilitação por oito anos para o exercício de função pública. Os pedidos ainda dependem de tramitação e análise pelo Senado Federal.
Fonte: Jovem Pan




