
Uma pesquisa global chamada Bevtrac, feita pela IWSR com mais de 32 mil pessoas em 19 mercados, incluindo o Brasil, mostrou que 74% dos jovens da Geração Z com idade legal para beber consumiram álcool nos seis meses anteriores ao levantamento. Entre os adultos mais velhos, o índice foi de 76% — uma diferença pequena que derruba a ideia de que essa geração abandonou o álcool.
A Geração Z, nesse recorte da pesquisa, reúne pessoas com idade legal para beber e até 28 anos. A comparação histórica divulgada pela IWSR considera 15 países, entre eles o Brasil.
O que muda não é tanto quem bebe, mas como e quando bebem. A pesquisa mostrou que 84% dos jovens consumiram coquetéis no último semestre. Já 49% afirmam levar em conta recomendações de entidades de saúde na hora de decidir o que beber. E 18% disseram estar acompanhados por cinco pessoas ou mais na última ocasião em que beberam — o maior índice entre todas as gerações analisadas.
Em Minas Gerais, o superintendente executivo do SindBebidas MG, Cristiano Lamego, alerta para não simplificar o movimento. "O que estamos percebendo é uma reconfiguração do consumo", afirma. Para ele, cresce o espaço para cervejas sem álcool, bebidas prontas — os chamados RTDs — e produtos de baixo teor alcoólico.
Pedro Junqueira, sócio-fundador da Vanfall Destilaria, de Belo Horizonte, que produz gin, vodka e drinks prontos em lata, concorda. "O que vemos é uma geração mais seletiva e que escolhe melhor as ocasiões", diz. Dados do SindBebidas MG apontam que o segmento de bebidas alcoólicas cresceu 12% no faturamento em 2025 em relação ao ano anterior.
Fonte: Metropoles




