
Pequim começou a instalar postes de luz que combinam turbinas eólicas e painéis solares bem no centro da capital chinesa. A tecnologia existe há mais de 10 anos, mas era usada quase só em zonas rurais ou em estradas longe das cidades, onde a fiação elétrica não chega. Agora, a China testa se consegue expandir esses postes para grandes centros urbanos e reduzir os gastos com iluminação pública no longo prazo.
Esses postes são equipados com as duas fontes de energia mais uma bateria, o que permite funcionar de forma totalmente autônoma, sem depender da rede elétrica. Isso significa que, mesmo em quedas de energia ou apagões, as ruas continuam iluminadas. Além disso, como o poste consome a energia que ele mesmo produz, a demanda nas subestações cai e a necessidade de obras de infraestrutura elétrica também diminui.
Em abril deste ano, um estudo do Instituto de Tecnologia de Shibaura, no Japão, simulou a adoção desses postes na Grande Tóquio. A conclusão foi que os painéis e turbinas seriam capazes de produzir o dobro da energia necessária para iluminar as vias públicas, com base em 50 anos de histórico meteorológico da cidade. O estudo apontou ainda que sistemas híbridos de solar e eólico reduzem a necessidade de armazenamento em bateria entre 20% e 40%.
O principal obstáculo ainda é o custo de instalação. Segundo a empresa norte-americana Sepco, que fabrica postes de LED, instalar esses postes renováveis onde já existe infraestrutura elétrica sai cerca de 1,5 vez mais caro que o modelo tradicional. A vantagem, segundo a empresa, aparece nos custos de manutenção, que são menores. A China aposta na sua capacidade de produzir baterias e painéis solares em grande escala para tornar o modelo viável e barato no futuro.
Fonte: Poder360




