
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma, divulgou nesta quarta-feira, dia 2 de julho, um relatório com um alerta sério: a temperatura do planeta deve subir mais de 1,5°C já nos próximos anos. No melhor cenário possível, em que todos os governos cumpram suas promessas de ação climática, o aquecimento deve chegar a pelo menos 1,8°C.
Mesmo diante desse cenário, o Pnuma afirma que ainda é possível alcançar as metas do Acordo de Paris, que prevê limitar o aumento da temperatura a 2°C em relação aos níveis anteriores à industrialização, com esforço para manter em no máximo 1,5°C. A estratégia proposta pelo relatório é chamada de "ultrapassagem, pico e declínio": a temperatura ultrapassaria o limite de 1,5°C, chegaria a um pico e depois voltaria a cair.
Para isso acontecer, seriam necessários cortes imediatos e sustentados nas emissões de gases de efeito estufa, incluindo o metano, além de processos de remoção de carbono da atmosfera por meio de reflorestamento ou outros métodos. O relatório aponta que, para retornar a 1,5°C, o pico de aquecimento não pode passar de 1,8°C.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o aumento deve ser "o menor e mais breve possível" e pediu "ambição ainda maior" por parte dos países. Já Inger Andersen, diretora executiva do Pnuma, advertiu que as ondas de calor e os incêndios florestais já são um sinal claro de que os impactos climáticos serão "mais rápidos, mais severos e mais duradouros, custando mais vidas e causando transtornos ainda maiores".
Se a temperatura ultrapassar 1,5°C, o mundo pode enfrentar eventos climáticos extremos mais intensos, perda de ecossistemas, submersão de pequenos países insulares e cidades costeiras de baixa altitude, além de danos sérios à saúde humana, à segurança alimentar, ao abastecimento de água, à natureza, às cidades, às infraestruturas e às economias.
Fonte: Metropoles




