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Notícias/NEWS02/09/2026· KF News

China rejeita trechos do G20 que pedem correção das distorções nas exportações

A China foi o único país a se opor a partes da declaração final da reunião de ministros de Finanças do G20, realizada nos dias 31 de agosto e 1º de setembro nos Estados Unidos. Dos 17 parágrafos do documento, a delegação chinesa registrou objeções formais a 4 deles.

Dois dos trechos rejeitados pelos chineses falam diretamente em "corrigir distorções" e "reduzir dependência excessiva das exportações". Essas são críticas que os EUA e outros países fazem à política econômica da China, com o argumento de que o país subsidia suas exportações de forma proposital para enfraquecer a indústria de nações concorrentes.

Um dos parágrafos rejeitados afirma que países com excedentes externos excessivos e persistentes devem eliminar as distorções que restringem o consumo interno e que resultam em dependência excessiva das exportações para o crescimento, alertando que essas práticas geram efeitos prejudiciais nos mercados globais, regionais e domésticos, além de aumentar a dependência econômica.

Ao final da reunião, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anfitrião do encontro, confirmou que a China foi a única a se opor a esses pontos e que todos os demais países concordaram em discutir as "exportações baratas" e formas de proteger suas economias. Bessent ainda sugeriu que os países explorassem medidas para corrigir desequilíbrios comerciais, incluindo a aplicação de tarifas a países com balança comercial muito superavitária, caso da China.

A reunião de ministros de Finanças aconteceu a 3 meses da cúpula presidencial do G20, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro em Miami.

Fonte: Poder360