
A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta sobre uma onda de calor com temperaturas próximas dos 40°C que preocupa o setor rural. Além do calor intenso, a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 12% nos períodos mais críticos, o que favorece o ressecamento da vegetação, a perda de água do solo e o avanço de queimadas e incêndios florestais. As condições mais severas são esperadas nas regiões norte e noroeste do estado, mas o tempo quente e seco amplia os riscos para outras áreas paulistas também.
Para o agronegócio, o cenário exige atenção redobrada ao abastecimento de água, à irrigação, ao manejo do solo e à prevenção de incêndios. O calor intenso ainda pode elevar o consumo de água de culturas e rebanhos, aumentar a evaporação e reduzir mais rápido a umidade disponível para as plantas.
O problema não está isolado. Dados do Cemaden referentes a julho apontaram 157 municípios brasileiros em situação de seca severa e outros 532 com seca moderada. A previsão para o trimestre de agosto a outubro indica temperaturas acima da média em todo o Brasil e chuvas abaixo do normal em grande parte do território, com exceção da Região Sul.
Francisco Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, empresa especializada em uso eficiente de água no campo, defende que o produtor precisa pensar no manejo hídrico de forma estratégica. A empresa trabalha com polímeros superabsorventes aplicados ao solo para reter água e liberá-la gradualmente às plantas. Já Romário Alves, CEO e fundador da Sonhagro, rede de crédito rural, alerta que o planejamento financeiro deve vir antes da emergência, pois buscar crédito somente após as perdas limita as alternativas disponíveis para o produtor se recuperar.
Fonte: Portal Agroneg.




