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Notícias/TECNOLOGIA19/08/2026· KF News

Nasa divulga imagens de cratera de 18 metros deixada por foguete da SpaceX na Lua

A Nasa divulgou na terça-feira, dia 18 de agosto de 2026, as imagens da cratera deixada na Lua pelo estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX. O impacto aconteceu em 5 de agosto, quando o objeto bateu na superfície lunar a cerca de 8.700 km/h depois de vagar pelo espaço sem controle por mais de 1 ano.

As fotografias foram feitas entre 11 e 12 de agosto pelo Orbitador de Reconhecimento Lunar, o LRO. Para capturá-las, os engenheiros inclinaram a espaçonave para apontar as câmeras para a cratera sempre que o LRO passava a 96 km acima da Lua, viajando a 1,6 km por segundo. Como o LRO dá uma volta completa ao redor da Lua a cada duas horas, a equipe precisou esperar 6 dias até que o local estivesse visível para fotografar.

Cientistas da Nasa confirmaram que a cratera tem 18 metros de largura e menos de 3 metros de profundidade, medida pelo comprimento da sombra. As coordenadas do centro da cratera foram atualizadas para 19,4759°N, 266,7138°E, a 511 metros de altitude.

Achar o ponto exato do impacto exigiu trabalho conjunto entre especialistas e astrônomos amadores. Astrônomos independentes identificaram a trajetória do foguete com dados públicos. O Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da Nasa refinou os cálculos e repassou as informações à Coreia do Sul. A equipe da sonda lunar sul-coreana Danuri usou a câmera de alta resolução LUTI para fotografar a cratera poucas horas depois, confirmando uma precisão de cerca de 0,6 milha. As coordenadas foram então enviadas de volta para a equipe da Nasa.

As imagens mostraram faixas escuras e claras ao redor da cratera. As escuras são formadas por poeira e rochas alteradas pelo vento solar, raios cósmicos galácticos e impactos de micrometeoritos, expelidas de cerca de 45 cm abaixo da superfície. As faixas claras, na borda da cratera, são compostas por material mais recente, escavado de camadas mais profundas do subsolo.

O Falcon 9 envolvido no impacto foi lançado em janeiro de 2025. Após colocar 2 módulos em trajetória lunar, o estágio superior ficou sem combustível para retornar à Terra ou corrigir sua rota, passando a vagar sem controle até ser atraído pela gravidade lunar e pela atividade solar. A Nasa informou que o descarte de estágios superiores na superfície lunar é um método aceito e considerado seguro.

Fonte: Poder360