
O Ministério Público do Paraná denunciou uma médica pela morte de seis crianças na UTI pediátrica do Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. A denúncia foi protocolada na terça-feira, dia 18, e aponta que as mortes ocorreram entre maio e julho de 2024, causadas por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes dentro da própria unidade de terapia intensiva.
O promotor de Justiça Éder Teodorovicz informou que a médica atuava na direção técnica da UTI e foi denunciada pela prática de homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas há negligência grave. Entre as vítimas estavam recém-nascidos. Todas as mortes foram causadas por choque séptico e falência múltipla de órgãos.
Segundo o promotor, a investigação apontou que a médica teria agido com grave negligência técnica ao deixar de fiscalizar e aplicar protocolos básicos de assepsia e biossegurança. A equipe médica, segundo apurado, reutilizava luvas entre pacientes, manuseava de forma inadequada tubos de intubação e acessos venosos, o que teria criado um ambiente propício para a contaminação cruzada dentro da UTI.
O Hospital Angelina Caron informou, em nota, que não foi notificado sobre o processo e que este tramita em segredo de justiça, o que impediu o acesso ao inteiro teor dos autos. O hospital disse que, assim que for oficialmente citado, prestará todos os esclarecimentos ao Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça do Paraná foi procurado, mas não respondeu.
Fonte: Jovem Pan




